Caminhão da Dipalle Ltda destruiu a frente do meu carro

Eu só queria ser ressarcido das minhas despesas, o que deveria ser
facilmente resolvido pelo seguro do veículo que bateu
no meu carro.
Estou publicando na internet este resumo dos fatos, para que ambas
as partes possam ir acompanhando os acontecimentos.

Na manhã do dia 18 de dezembro de 2009, deixei meu Chevette estacionado na Rua Jary (bairro Passo da Areia, Porto Alegre-RS) enquanto eu tratava de uma documentação no 10º Tabelionato.


Foto do local onde meu carro foi batido pelo caminhão da Dipalle Ltda.

Ao retornar, descobri que um caminhão distribuidor de leite havia batido na frente do meu carro (destruindo grade, faróis, sinaleiras, etc), ao manobrar, segundo testemunho de pessoas que trabalham na vizinhança. O motorista do caminhão limitou-se a deixar um pedaço de papel com seu prenome (Júlio César), um telefone celular (ver na imagem abaixo).



O caminhão é um Mercedes, placas IJN-7011, da DIPALLE Distribuidora Porto Alegrense de Laticínios e Leite Ltda., estabelecida no Beco José Paris nº 430 - Lote 1, CEP 91140-310 Porto Alegre-RS, CNPJ 04.483.587/0001-98. Fones 3026-7277, 3026-7377, 3344-1010.

Essa empresa também aparece com endereço na rua Buarque de Macedo, 120 em Porto Alegre, CEP 90230-250, fones 3026-8277, 3026-7377.

A DIPALLE tem participado em pregões eletrônicos para fornecimento de leite aos hospitais da região metropolitana, através do Sr. Luiz Henrique Gonçalves Boon.

O produto entregue pelo caminhão que bateu no meu carro é leite acondicionado em sacos plásticos, e tem a marca Bom Leite, que é fornecido pela Usina de Beneficiamento de Leite em Osório, RS da Cooperativa Agroindustrial Mista do Litoral Norte Ltda — Rodovia BR-101, km 97 - CEP 95520-000, Osório-RS. CNPJ 92.600.774/0001-71, Inscrição Estadual 087/0061941, fone (51)3344-1010.  (Dados retirados da embalagem do leite)

Como se vê, o número de telefone 3344-1010 da cooperativa de Osório é o mesmo da distribuidora Dipalle, o que sugere uma ligação entre as duas empresas.

Na embalagem também consta que o leite fornecido pela cooperativa de Osório e distribuído pela Dipalle é produzido por VRS - Indústria de Laticínios Ltda, localizada na Estrada Santa Rita s/n em Estrela-RS, CEP 95880-000, fone 51 3712-2443. CNPJ 03.520.800/0001-21, Inscrição Estadual 044/0039592.

Procurei entrar em contato com o motorista causador do acidente, mas ele se recusa a falar sobre o assunto, dizendo que eu preciso contatar a empresa. Qual empresa? Ele me deu um número de telefone e um endereço (errado e incompleto).

Liguei para o telefone fornecido pelo motorista e fui atendido por Tânia, que alegou que nenhum dos sócios (Marcos e Jorge) se encontrava na empresa. Deixei meu telefone, mas nunca retornaram a chamada.

Em 31 de dezembro de 2009 fiz um Boletim de Ocorrência (BO) na Polícia sobre o acidente (imagem parcial abaixo):



No dia 04/01/2010, estive no endereço fornecido (ver fotos abaixo) pelo motorista, mas não me deixaram entrar. Alegaram que o sócio estaria viajando.


Prédio da Dipalle: Beco José Paris, 430
(Detalhe do caminhão na foto ao lado)

Caminhão da Bom Leite estacionado
ao lado do prédio, no pátio da Dipalle


Investigando um pouco mais, descobri que a Cooperativa de Osório tem o e-mail cinorte@terra.com.br, e que a Dipalle tem um site na internet neste endereço: http://www.dipalle.com.br/index2.html.

05 janeiro 2010, 20h05min - Liguei para o celular do Sr.Jorge, um dos sócios da Dipalle. Ele prometeu vir pessoalmente no dia seguinte, por volta das 10h (mas só veio à tarde), para olhar o meu carro e avaliar a situação.

Às 14h45 de hoje (06/01/2010), o Sr. Jorge apareceu na minha casa. Olhou as peças quebradas do meu carro e as que mandei substituir. Disse que tem seguro no Bradesco e no Itaú. Ele disse que talvez eu tenha que levar o carro e as peças para o "seguro do banco". Dei pra ele cópias dos orçamentos do conserto (que já mandei fazer), mas não dei cópia do Boletim de Ocorrência da Polícia.

Em 5 de março de 2010, às 09h20min, fiquei conhecendo pessoalmente o motorista Júlio que bateu no meu carro. Ele estava fazendo uma entrega de leite no Panifício Martini Ltda, acompanhado do ajudante Miguel. Essa padaria fica na Av. dos Industriários nº 609, no bairro IAPI em Porto Alegre. O motorista disse não saber por que a empresa ainda não tinha me indenizado.

Às 10h45min desse mesmo dia (5 de março), recebi um telefonema do Sr Jorge. Mas ele não marcou data para me pagar.


20 maio 2010 - No último dia 18 completaram-se 5 (cinco) meses desde a data do acidente, sem que eu tenha sido indenizado. Mas continuo aguardando as providências do Sr. Jorge, pois consta que a Dipalle é uma empresa séria e bem conceituada no mercado.

7 junho 2010 -

09h30min - Fui comprar pão na padaria Martini
(Av. dos Industriários nº 609, no bairro IAPI) e avistei lá um caminhão da Dipalle fazendo entrega de leite. Notei que o motorista não era o mesmo que havia batido no meu carro. Tentei conversar, mas esse novo motorista não foi muito receptivo. Quando assumiu o volante do caminhão, esse motorista arremeteu o caminhão contra mim e por pouco não me atropelou (conforme foi testemunhado).

Sr. Jorge me ligou às 10:50h e pediu uma cópia do boletim de ocorrência (BO). Estou providenciando.

Depois de muitas idas & vindas, a Dipalle me encaminhou ao seu corretor de seguros (Competence Seguros - Rua Irmão José Otão, 166 - Bom Fim, 90035-060 Porto Alegre, RS), o qual pediu que o meu carro fosse "vistoriado" em oficina credenciada pela corretora. Passaram-se mais semanas...

29 junho 2010 - A Competence exigiu uma autorização, reconhecida em cartório, para que o valor da indenização fosse depositado na minha conta corrente. A autorização foi feita hoje, mas em nome de Dyslact Distribuidora de Laticínios e Correlatos Ltda [Rua Breno Arruda, 240 - Bairro Santa Maria Goretti, 91030-390 Porto Alegre, RS - Fone 3344-1010]. Pelo que se observa na Internet (citações em ações judiciais), essa empresa estaria no nome de Jorge Luiz Born.

Uma semana mais tarde, a indenização foi depositada na minha conta bancária. Mas em vez dos 435 reais que gastei (conforme notas fiscais apresentadas), o valor depositado foi de apenas 279 reais! Certamente não se trata de nenhuma "fortuna", nem para a seguradora nem para a Dipalle/Dyslact... Mas para mim, com 83 anos de idade e aposentado (ganhando muito pouco!), uma indenização correspondente ao valor que efetivamente tive que desembolsar (sem contar toda a incomodação...) era o mínimo que eu esperava.

Como se vê pelo relato acima, a empresa levou 7 meses para ressarcir 64% do que gastei, e ainda me submeteu à humilhação de "correr atrás" do que me era moral e legalmente devido -- inúmeros telefonemas, encontros com o Sr. Jorge, reprodução de documentos, despesas de cartório -- tudo isso para tentar receber a "fantástica" quantia de R$435,00 (que virou R$ 279,00).

A atitude da Dipalle/Dyslact neste lamentável episódio poderia ter vários nomes, como humilhação, menosprezo, desrespeito, enrolação, abuso, infração ao Estatuto do Idoso, etc.

Da minha parte, prefiro a palavra vergonha, pois é isso o que eu sinto agora pela forma com que fui tratado. Não a vergonha por má conduta, na forma do sistema em que fui criado. Mas sim a vergonha por ter sido desrespeitado por uma empresa tão bem conceituada.